Passado o dia das mães, lembrei quando eu era garoto (por volta de 7 anos de idade) e a febre do vídeo game se instalara na minha turma: todo mundo tinha e eu tinha que ter! Aí vinha a minha mãe pra dizer “você não é todo mundo!”. Aquilo era horrível, eu me sentia podado por não poder me igualar aos colegas que tinham os últimos lançamentos e confesso que certo dia, tamanha foi a inveja de um amigo, que despejei litros de lágrimas no colo da minha genitora – eu queria simplesmente porque queria ter o bendito brinquedo.
Verdade seja dita: não eram todos os amigos que tinham (talvez 1 em cada 10)! No entanto, ter aquele produto de diversão representava algo que ia muito além do lazer: ele, mesmo sem eu ter a consciência, representava status, destaque, posição e aprovação social. Ele representava a condição sine qua non para que eu pudesse me sentir admirado por meus amigos, ao mesmo tempo em que me promovia a um patamar mais elevado junto ao grupo daqueles, cujos pais eram “ricos”.
Será que a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa? Será que o “vídeo game” do colega é melhor que o seu? Será que você realmente precisa do tal “jogo”? Ora, conforme vão crescendo, os brinquedos das pessoas vão ficando mais caros e, como forma de se igualarem ao “vizinho” (ou nesse caso, o grupo social ao qual pertencem), tendem a querer fazer, ser e ter a mesma coisa que ele – isso se não aspirarem coisas maiores simplesmente para provar a sua “superioridade”.
O consumismo desenfreado e irresponsável apresenta dois lados de uma pessoa: o externo e o interno. O externo é mais fácil de ver – uma pessoa “rica” de “bom gosto”, “antenada” e “sofisticada” – o outro, mais obscuro, pode revelar não só um ser humano endividado, mas um indivíduo carente, frágil e inseguro, pois provavelmente esse é do tipo que compra o que não precisa com o dinheiro que não tem para impressionar pessoas que não conhece a fim de tentar ser uma pessoa que não é. Assim, quanto maior a necessidade de preencher o vazio com coisas de “valor”, provavelmente maior será a necessidade de comprar outras para completar a sua ostentação social.
Pessoas que trabalham para gastar dificilmente conquistarão a sua independência financeira, pois precisam dar duro para manter os seus hábitos de consumo excessivos e estão sempre precisando de mais provas que atestem a sua posição em relação ao grupo ao qual pertencem – é por isso que elas trabalham. Por outro lado, existem aquelas que conseguem manter um padrão de vida razoável em relação ao que ganham e, ao invés de torrar tudo que ganham, optam por multiplicar cada vez mais os seus recebíveis e conseguem fazer tal proeza com sabedoria, já que a visão está no longo prazo – é por isso que elas trabalham.
Voltando ao início da conversa de quando eu era garoto, fiquei muito triste por não ter ganho o tão sonhado presente da minha mãe, no entanto, de modo infinitamente proporcional, tamanha foi a minha alegria quando soube que ela tinha suado bastante a sua camisa de professora e assim pôde presentear o meu irmão (que faz aniversário a seis dias do meu) com o precioso vídeo game e assim fomos felizes “para sempre”. Tempos depois, o brinquedo saiu de moda e surgiu um novo lançamento ainda mais sofisticado. Adivinhe o que aconteceu?
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Eu sou Rafael Freire, manauara, publicitário, cantor, multi-instrumentista e especialista em vendas online. Mas, antes disso tudo eu fui mais um cara acreditando que o auge da vida era ter uma carteira de trabalho assinada. Como todo bom cidadão doutrinado pelo sistema educacional, sonhei com o “emprego ideal”: salário fixo, crachá, horário pra bater e fim de semana com respiro.
Consegui!
Durou 6 meses (Kkkk)!!
E ali eu saquei: ou eu esperava alguém me dar oportunidade… ou eu começava a criar as minhas.
Foi aí que parei de mandar currículo, e comecei a oferecer o que eu já fazia de melhor — primeiro com a música, depois com o marketing. Descobri que dava pra ajudar gente de verdade e ser pago por isso. E melhor: sem precisar fingir ser alguém que eu não era.
Em 2008 nasceu a minha "eugência", a N’Ativa Publicidade, com o objetivo de ajudar microempreendedores a venderem mais em ações de curto prazo.
Hoje, continuo nesse jogo — agora com mais estratégia, mais presença e mais verdade, transformando histórias reais em posicionamentos fodas, vendas constantes e liberdade de vida.
Portanto, seja você um profissional travado ou um empresário frustrado com o marketing robótico, sem sal e sem graça, o que eu ensino e aplico não é sobre “como vender mais” e todo aquele blá blá blá técnico que você já deve estar saturado de ver e ouvir por aí. É sobre se posicionar e lucrar com autenticidade, alma e tesão a partir do que você já é foda em fazer!
Faça, que acontece!




