Seguir ou não seguir a multidão, eis a questão!
Era o ano de 1990 e o Centro de Comércio e Indústrias da Zona Franca (CECOMIZ) era então uma das grandes referências comerciais que tínhamos em Manaus, no que diz respeito ao termo “shopping”.
Na minha primeira série era comum as “tias” abrirem espaço para artistas como Tio Barbosa e Oscarino (este último em parceria com seu inseparável boneco Peteleco) divulgarem os seus espetáculos teatrais, quase sempre realizados no tal centro comercial. Eu e meus colegas ficávamos loucos para ir aos shows deles, pois de fato, eles tinham o dom de nos entreter e divertir. Assim que meus pais chegavam para me buscar, eu contava a novidade à qual eu tinha assistido: eu tinha que ir aos shows, era divertido e todo mundo ia!
Apesar disso, minha mãe sempre alegava ser muito longe (o que de fato parecia ser na época) e que por esse motivo não seria possível prestigiar os meus (únicos) artistas favoritos. Para uma criança de 6 anos de idade, que tivera o seu desejo despertado graças ao poderoso marketing que esses artistas faziam, ouvir aquilo era horrível. “Mas mãe, todo mundo vai!” – “Você não é todo mundo!”, replicava ela. Era o suficiente para me deixar conformado em prantos soluçantes. Dessa forma, ela sempre me convencia a aceitar: eu não era todo mundo! Por esse motivo eu nunca tive a oportunidade de prestigiá-los em suas apresentações no CECOMIZ, mas sempre aproveitava quando eles se apresentavam em eventos públicos, o que me deixava com a sensação de estar compensado.
Se meus colegas iam aos shows como diziam, até hoje não sei, o fato é que de certa forma, em muitos contextos da nossa vida, nos condicionamos a agir simplesmente porque “os outros” o fazem. Salvo raras exceções, os meninos querem ser jogadores de futebol e gostam de cachorros; as meninas querem ser modelo e gostam de gatos. A mesma coisa acontece no âmbito profissional: aprendemos a estudar, tirar boas notas para ter um emprego fixo de carteira assinada numa empresa para assim, conseguir a aposentadoria. Especialistas ensinam o que você deve ser e fazer para conseguir agradar as empresas: “as empresas querem uma pessoa assim” ou “para ser contratado você tem que ter isso e aquilo mais, senão você não terá oportunidade de trabalhar”. Dessa forma, todos vão seguindo a multidão, simplesmente porque ela disse que o “certo” é isso.
O problema de querer ir atrás do trio do emprego é que muitas vezes a passarela está cheia, ou em outras palavras, “não há vagas”, frustrando o indivíduo que foi programado e condicionado para servir de mão-de-obra e assim ele passa a ver como impossível o seu ingresso no mercado de trabalho.
É nessa hora que é preciso parar de acreditar na opinião popular.
Ora, a opinião popular – formada pela multidão – dizia ser impossível o homem voar, chegar à lua e fazer inúmeras descobertas, até que vieram os “impopulares” e “loucos” para provar, não que ela estava errada, mas que eles também estavam certos. Nesse contexto, o impossível é só questão de opinião, pois em muitos casos, para fazê-lo, é preciso ignorar a sabedoria popular e ter a ciência de que para encontrar soluções incomuns é preciso procurá-las em lugares incomuns, e isso nem sempre se encontra no que todo mundo faz.
Você há de dizer: “mas todo mundo faz assim!”. Aí eu lhe respondo: “você não é todo mundo!”.
Faça, que acontece!





Eu sou Rafael Freire, manauara, publicitário, cantor, multi-instrumentista e especialista em vendas online. Mas, antes disso tudo eu fui mais um cara acreditando que o auge da vida era ter uma carteira de trabalho assinada. Como todo bom cidadão doutrinado pelo sistema educacional, sonhei com o “emprego ideal”: salário fixo, crachá, horário pra bater e fim de semana com respiro.
Consegui!
Durou 6 meses (Kkkk)!!
E ali eu saquei: ou eu esperava alguém me dar oportunidade… ou eu começava a criar as minhas.
Foi aí que parei de mandar currículo, e comecei a oferecer o que eu já fazia de melhor — primeiro com a música, depois com o marketing. Descobri que dava pra ajudar gente de verdade e ser pago por isso. E melhor: sem precisar fingir ser alguém que eu não era.
Em 2008 nasceu a minha "eugência", a N’Ativa Publicidade, com o objetivo de ajudar microempreendedores a venderem mais em ações de curto prazo.
Hoje, continuo nesse jogo — agora com mais estratégia, mais presença e mais verdade, transformando histórias reais em posicionamentos fodas, vendas constantes e liberdade de vida.
Portanto, seja você um profissional travado ou um empresário frustrado com o marketing robótico, sem sal e sem graça, o que eu ensino e aplico não é sobre “como vender mais” e todo aquele blá blá blá técnico que você já deve estar saturado de ver e ouvir por aí. É sobre se posicionar e lucrar com autenticidade, alma e tesão a partir do que você já é foda em fazer!
Faça, que acontece!




