“Se você continuar assim, você nunca vai conseguir um emprego”: essas foram as palavras que eu ouvia do meu professor de matemática enquanto ele me punia com a sua caneta vermelha usando a letra E (de errado) em simplesmente todas as questões da prova. Pois é, eu tirei zero e assim… sabe aquele papo de que você só pode errar na escola? Pois é, penso ser conversa fiada! Se errar, você é punido, é reprovado e, se for o caso, pode ser condenado a ter que passar mais um ano da sua vida revendo tudo aquilo que foi apresentado pelos seus professores, ou pelo que o Governo quer que você aprenda naquele estágio da sua grade curricular de estudante.
Você até pode achar que estou inflamando demais a situação, mas não foi à tôa que na época eu fui reprovado por meio ponto e tive que ir para recuperação. A consequência disso: meus pais foram “punidos” financeiramente pela minha “incompetência” e tiveram que pagar aula particular, eu não dormia direito com medo de ser reprovado, com medo de perder um ano da minha vida e claro, com medo de não conseguir um emprego na vida adulta. Aquelas duras palavras ativaram o meu instinto de sobrevivência e assim eu vivia pregado nos exercícios, nas fórmulas, nas regras das equações, nos senos, nos cossenos, nas tangentes e de tudo mais, até que pah: tirei 9,5 e concluí o último ano na Escola Estadual Nossa Senhora Aparecida! Só tem um porém: até hoje eu nunca precisei usar aquela (f)utilidade toda e sequer lembro de como elas funcionam.
O tempo passou e eu percebi que a coisa só estava começando: eu precisava cursar uma faculdade (clique aqui e saiba por que você não deve entrar em uma logo depois de concluir o Ensino Médio) e claro, ter um emprego, com carteira assinada, com os todos os direitos e blábláblá. O primeiro desafio era encontrar uma vaga que correspondesse às minhas habilidades, o outro era conseguir uma entrevista, o outro era receber a ligação do entrevistador (na época a ideia de e-mail ainda estava começando e eu sequer tinha computador), o outro era ser de fato contratado e o outro seria manter o tal emprego. Depois de muitos currículos espalhados e entrevistas, consegui o meu primeiro estágio como guia turístico bilíngue(nada a ver com o curso de Publicidade e Propaganda) e, 6 meses depois, recebi a ligação de uma empresa que tinha recebido meu currículo (eu nem lembrava dela), até que pah: enfim, empregado – foi o meu primeiro (e único) trabalho de carteira assinada. O tempo que eu passei (ou aguentei)? 6 meses!
O tempo passou e hoje, atuando como consultor em microempresas, tenho uma informação interessante: boa parte dos meus clientes me confirmaram que a partir do 6º mês seus funcionários passam a cair de produção, ficam preguiçosos, desmotivados, sem iniciativa e adivinha? Começam a surgir desculpas para não ir trabalhar: doença, problemas com filhos, cônjuges, cachorro, papagaio, etc., tudo é desculpa para não trabalhar ou chegar atrasado. Isso lhe soa familiar? Pois é, essa é a doença do 6º mês: o Empregativismo tipo 2, identificada quando o indivíduo adoece no ambiente de trabalho e por causa do trabalho, já que ele está lá apenas para executar o que lhe mandam e o faz torcendo o nariz, pois odeia o que faz. O tipo 1 por sua vez, é caracterizado por fazer a pessoa achar que ela só vai ser feliz se tiver um emprego e os principais sintomas são vitimismo e o coitadismo, já que ela acredita piamente que só pode ganhar dinheiro se houver um patrão para lhe ordenar o que fazer e assim ser recompensada. Leia o artigo “contrata-se escravos” para entender o que quero dizer!
O fato é que meu professor conseguiu prever o meu futuro de forma exata: eu não consegui um emprego. Mas pensando bem, o que pensar dessa visão quando se pode ter vários clientes?
Faça, que acontece!




Eu sou Rafael Freire, manauara, publicitário, cantor, multi-instrumentista e especialista em vendas online. Mas, antes disso tudo eu fui mais um cara acreditando que o auge da vida era ter uma carteira de trabalho assinada. Como todo bom cidadão doutrinado pelo sistema educacional, sonhei com o “emprego ideal”: salário fixo, crachá, horário pra bater e fim de semana com respiro.
Consegui!
Durou 6 meses (Kkkk)!!
E ali eu saquei: ou eu esperava alguém me dar oportunidade… ou eu começava a criar as minhas.
Foi aí que parei de mandar currículo, e comecei a oferecer o que eu já fazia de melhor — primeiro com a música, depois com o marketing. Descobri que dava pra ajudar gente de verdade e ser pago por isso. E melhor: sem precisar fingir ser alguém que eu não era.
Em 2008 nasceu a minha "eugência", a N’Ativa Publicidade, com o objetivo de ajudar microempreendedores a venderem mais em ações de curto prazo.
Hoje, continuo nesse jogo — agora com mais estratégia, mais presença e mais verdade, transformando histórias reais em posicionamentos fodas, vendas constantes e liberdade de vida.
Portanto, seja você um profissional travado ou um empresário frustrado com o marketing robótico, sem sal e sem graça, o que eu ensino e aplico não é sobre “como vender mais” e todo aquele blá blá blá técnico que você já deve estar saturado de ver e ouvir por aí. É sobre se posicionar e lucrar com autenticidade, alma e tesão a partir do que você já é foda em fazer!
Faça, que acontece!




