Nossa cultura tornou uma virtude o fato de vivermos apenas como extrovertidos e no âmbito da oferta de emprego isso é percebido de forma veemente. Além da formação acadêmica, itens como ser comunicativo, gostar de trabalhar em equipe, ser rápido nas decisões e outras exigências formam requisitos básicos para que uma empresa possa contratá-lo como empregado, salvo raras exceções.
Já participei de inúmeros processos seletivos e sei como é responder alguns questionamentos, como por exemplo, “qual o seu maior defeito?”, “como você se vê daqui a tanto tempo?” ou “por que devo contratá-lo?”. Existem casos também em que o recrutador pega e diz “me venda esse objeto” e, após todo o protocolo digno de uma entrevista de RH, ele concluía: “vou arquivar as suas informações. Em breve entramos em contato com você, nem que seja para agradecer a sua participação no processo seletivo”. O que raríssimas vezes acontecia.
O fato é que a extroversão se tornou um ideal de personalidade que muitos têm, de fato, como algo inerente do seu ser. Outros tentam. A maioria desse segundo grupo até consegue, de um jeito ou de outro, exteriorizar ou forjar uma personalidade enérgica, sorridente, falante, altiva e adjetivos congêneres, no entanto esse esforço pode custar-lhes a autenticidade, a própria energia e até a saúde num período mais à frente, com as chamadas doenças “psicossomáticas”, ou seja, de tanto ocultarem o seu real “eu”, pessoas tendem a contrair algumas doenças como úlcera, gastrite, bronquite, hipertensão, taquicardia, enxaqueca, artrite, reumatismo, depressão, dentre outros sintomas, até sucumbirem à consequência mais trágica: o suicídio (toc toc para isolar) – pessoas “felizes” que simplesmente tiram a própria vida “de uma hora para outra”.
Voltando ao mercado de trabalho, se você está atrás de uma oportunidade de trabalho mas se sente deslocado por ser introvertido e se pega fazendo tamanho esforço para se curar dessa “doença”, sugiro que você se dedique às pessoas das quais você gosta de estar e que valorizam a sua presença. Observe a si mesmo e identifique com que frequência e em que circunstâncias você costuma ser útil para elas. Enquanto não aparece um “bom” emprego, sirva-as com o que você sabe e gosta de fazer, não se preocupe com a quantidade e sim com a qualidade do seu atendimento. Não espere “o momento certo” – a hora é agora; comece devagar – você há de cometer muitos equívocos até atingir a excelência e seus elas entenderão alguns vacilos que você há de cometer, mesmo sendo seus clientes; não espere por ninguém, leia livros, assista a vídeos, aperfeiçoe-se – deles você pode tirar lição com base na história dos outros e assim minimizar e até eliminar possíveis erros.
Encare seu dia-dia com um processo de maturação, como um estágio, como uma fase. Seus amigos, por mais que sejam poucos, são os melhores financiadores dos seus projetos iniciais. Agora claro, não ambicione empurrar, para eles, seus produtos goela a baixo. Caso contrário, você corre o sério risco se tornar um vendedor inconveniente, chato e egoísta que só quer saber de vender.
Com o tempo pode ser que surja para a oportunidade de um emprego com carteira assinada para você, mas também pode ser que você consiga converter as suas “cobaias” em clientes fiéis e depois perceba o quanto você perdeu tempo achando que a única saída para lucrar era através de um rendimento fixo e limitado.
Faça, que acontece!
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Eu sou Rafael Freire, manauara, publicitário, cantor, multi-instrumentista e especialista em vendas online. Mas, antes disso tudo eu fui mais um cara acreditando que o auge da vida era ter uma carteira de trabalho assinada. Como todo bom cidadão doutrinado pelo sistema educacional, sonhei com o “emprego ideal”: salário fixo, crachá, horário pra bater e fim de semana com respiro.
Consegui!
Durou 6 meses (Kkkk)!!
E ali eu saquei: ou eu esperava alguém me dar oportunidade… ou eu começava a criar as minhas.
Foi aí que parei de mandar currículo, e comecei a oferecer o que eu já fazia de melhor — primeiro com a música, depois com o marketing. Descobri que dava pra ajudar gente de verdade e ser pago por isso. E melhor: sem precisar fingir ser alguém que eu não era.
Em 2008 nasceu a minha "eugência", a N’Ativa Publicidade, com o objetivo de ajudar microempreendedores a venderem mais em ações de curto prazo.
Hoje, continuo nesse jogo — agora com mais estratégia, mais presença e mais verdade, transformando histórias reais em posicionamentos fodas, vendas constantes e liberdade de vida.
Portanto, seja você um profissional travado ou um empresário frustrado com o marketing robótico, sem sal e sem graça, o que eu ensino e aplico não é sobre “como vender mais” e todo aquele blá blá blá técnico que você já deve estar saturado de ver e ouvir por aí. É sobre se posicionar e lucrar com autenticidade, alma e tesão a partir do que você já é foda em fazer!
Faça, que acontece!




