Aquele frio na costela começa já nas primeiras horas da noite de domingo. Putz: amanhã é segunda-feira e mais uma vez você vai ter que levantar cedo para fazer as mesmas coisas no seu bendito trabalho. Por pelo menos 1/3 do seu dia você estará confinado numa sala, num galpão, numa seção, num departamento, ou mesmo na rua, enfrentando o trânsito caótico da cidade, de modo a correr atrás das metas da empresa na qual é empregado.
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As empresas exigem iniciativa, liderança, dinamismo, eficiência, agilidade e ai de você se ficar parado perdendo tempo conversando ou teclando com algum colega a respeito de assuntos que não estejam ligados ao trabalho. Desse modo, você sempre precisa mostrar que está produzindo. (PEC…PEC…PLIN…PAM…PLIN…PAM) Sim: esta é (ou seria) a sua sonoplastia enquanto máquina, que está ali para servir o seu patrão, para gerar cada vez mais lucro, para promover mais fluxo de na entrada e saída de mercadorias, de serviços e nada mais! E assim seguem os dias seguintes: na terça, na quarta, na quinta, na sexta…isso se você não fizer um viradão no final de semana ou feriado.
Muitas coisas nos são repassadas e, de forma muitas vezes até cega, simplesmente obedecemos, acatamos como verdade e simplesmente fazemos. No entanto, conforme eu explano no meu artigo Seja Cético, é preciso ter a prudência e bom senso na hora acreditar ou desvalidar certos conceitos. Por esse motivo, é importante questionar até aonde tais exigências por parte do mundo corporativo são válidas.
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Ora, uma máquina pode sim, trabalhar por determinado tempo de forma interrupta e produzir determinados resultados. Ela não sente dor, nem pressão, nem alegria, nem tristeza, nem cansaço, nem entusiasmo, nem desânimo…ela não sente nada…ela não é humana! Ela pode, graças aos conceitos de engenharia, robótica, elétrica fazer aquilo que você programar – claro, respeitando as suas próprias limitações que vão desde a sua programação, manutenção, etc.
O homem não! Não é porque trabalha 8 horas (ou mais) por dia que ele vai conseguir se comportar da mesma forma, apresentar os mesmos resultados, de forma contínua e permanente. De tanto a política empresarial apregoar a filosofia de estar sempre produzindo, muitos trabalhadores tendem a passar a maior parte do tempo ocupados, porém quase nunca produzindo, de fato, bons resultados. Eles precisam fingir que estão trabalhando, que estão ocupados e que estão dando duro, muitas vezes fazendo coisas desnecessárias. Em suma, eles se preocupam mais em estar ocupados, do que verdadeiramente produzindo.
Esforço x Resultado
Com base nisso, apenas 20% dos esforços trazem resultados efetivos, enquanto que 80% são desperdiçados nas demais horas do dia. A cultura tradicional os obriga a fazer algo durante o tempo que passam na empresa, aliás, qualquer coisa: o importante é estar ocupado! Reuniões, apresentações, gráficos, pesquisas: tudo isso, se não for destinado a quem realmente interessa, tende a exigir energia desnecessária, tanto por parte do trabalhador efetivado, como por parte do prestador de serviços. Muitas coisas prejudicam a produtividade deles e algumas delas eu apresento no artigo Oba, tem reunião: atraso do palestrante, problemas no Datashow, longos slides, gráficos e mais gráficos: tudo isso serve para “encher linguiça” num emaranhado de informações que mais tarde cairá no esquecimento dos que estão loucos para ir embora e em nada podem contribuir naquele momento de pura enrolação.
Conclusão
Tenha cuidado com o que você anda fazendo com seu tempo: ele é um dos bens mais preciosos que você tem para melhorar os seus resultados, principalmente no âmbito profissional, a não ser, é claro, que você prefira dar atenção para coisas fúteis que em nada contribuem para o seu desenvolvimento.
Faça, que acontece!
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O que falam sobre mim





Eu sou Rafael Freire, manauara, publicitário, cantor, multi-instrumentista e especialista em vendas online. Mas, antes disso tudo eu fui mais um cara acreditando que o auge da vida era ter uma carteira de trabalho assinada. Como todo bom cidadão doutrinado pelo sistema educacional, sonhei com o “emprego ideal”: salário fixo, crachá, horário pra bater e fim de semana com respiro.
Consegui!
Durou 6 meses (Kkkk)!!
E ali eu saquei: ou eu esperava alguém me dar oportunidade… ou eu começava a criar as minhas.
Foi aí que parei de mandar currículo, e comecei a oferecer o que eu já fazia de melhor — primeiro com a música, depois com o marketing. Descobri que dava pra ajudar gente de verdade e ser pago por isso. E melhor: sem precisar fingir ser alguém que eu não era.
Em 2008 nasceu a minha "eugência", a N’Ativa Publicidade, com o objetivo de ajudar microempreendedores a venderem mais em ações de curto prazo.
Hoje, continuo nesse jogo — agora com mais estratégia, mais presença e mais verdade, transformando histórias reais em posicionamentos fodas, vendas constantes e liberdade de vida.
Portanto, seja você um profissional travado ou um empresário frustrado com o marketing robótico, sem sal e sem graça, o que eu ensino e aplico não é sobre “como vender mais” e todo aquele blá blá blá técnico que você já deve estar saturado de ver e ouvir por aí. É sobre se posicionar e lucrar com autenticidade, alma e tesão a partir do que você já é foda em fazer!
Faça, que acontece!




