Talvez mais um mito a ser quebrado. Provavelmente você aprendeu que devemos tratar os outros da mesma forma como queremos ser tratados, certo? Vejamos: vamos supor que você seja uma pessoa enérgica, extrovertida e expansiva. Se valendo de toda a espontaneidade que tem, você chega numa sala onde pessoas se reúnem de forma discreta e silenciosa e pam: solta o verbo, fala alto, libera gargalhadas e de repente passa a ser o centro das atenções. Ora, você tratou os que estavam ali da forma como queria ser tratado: com voz altiva, calorosa e alto astral. Ou então o contrário: digamos que você seja uma pessoa mais introspectiva, ponderada e reservada. Chegando num auditório agitado, onde o se faz necessário falar com um pouco mais de impostação, você resolva tratar os seus interlocutores da mesma forma que normalmente costuma se comportar no dia-a-dia, com uma voz rasa, recatada e tímida. Pam de novo: as pessoas provavelmente não vão dar a devida atenção a você, pois você não está, pelo menos naquela situação, se fazendo perceber.
Em ambos os casos, citei exemplo de pessoas que tratam as outras como elas mesmas gostariam de ser tratadas, mas pensando bem será que é por aí? Quantos maus entendidos são provocados por muitas vezes desconhecermos as condutas “certas” em relação a determinada situação (ou mesmo pessoas)! Para isso é fundamental sabermos dosar até aonde vai a nossa parte e até aonde vai a parte do outro.
Tratar as pessoas apenas como queremos ser tratados pode ser sinal de egoísmo. Agindo assim, tenderemos a ser vistos como interesseiros, antipáticos, mesquinhos e individualistas que só olham para o próprio umbigo. Da mesma forma que se comportar de modo a sempre querer agradar o próximo: tal altruísmo poderá ser interpretado como um ato de chantagem e manipulador para “endividar” a outra pessoa a se comportar da forma “adequada” a você e, caso isso não aconteça, provavelmente você terá a propensão de ficar frustrado, magoado e/ou desapontado com ela.
Tratar as pessoas apenas como você quer ser tratado pode ser egoísmo, viver sempre querendo agradá-las é altruísmo e a linha tênue que separa essas duas vertentes pode ser medida com o uso do bom senso. A verdade é que as pessoas não esperam necessariamente que você as trate como você gostaria de ser tratado. Elas querem ser tratadas da forma como “elas” almejas – sim elas são egoístas – portanto, trate-as como elas gostariam de ser tratadas e não como você gostaria de sê-lo. Mais um exemplo: por mais bem intencionados que sejam os que estão próximos a mim, eu não consigo escrever numa sala onde se têm conversas frequentes. Mesmo adorando música, eu preciso de silêncio para trabalhar, pensar e tentar transmitir a minha mensagem a você. Se o “bem intencionado” me tratar como ele quer ser tratado (puxando uma “boa” conversa), provavelmente eu prejudicarei o meu afazer. Sendo assim, a grosso modo, ele não tem que me tratar como ele quer, mas sim, como eu quero: com silêncio e privacidade.
Acho que isso rende um bom papo, mas como essas linhas são limitadas, fico por aqui para compartilhar a minha opinião: em se tratando de bons relacionamentos, não trate as pessoas como você quer ser tratado, mas como elas querem ser tratadas. Não se dirija a um humilde com soberba e vice-versa; não aborde um extrovertido com timidez e vice-versa; não apele para a caridade de quem tem ganância e vice-versa. Em suma, é é como já dizia uma verdade: as pessoas não estão interessadas em você, mas nelas mesmas. O segredo é saber dosar essa fórmula.
Faça, que acontece!





Eu sou Rafael Freire, manauara, publicitário, cantor, multi-instrumentista e especialista em vendas online. Mas, antes disso tudo eu fui mais um cara acreditando que o auge da vida era ter uma carteira de trabalho assinada. Como todo bom cidadão doutrinado pelo sistema educacional, sonhei com o “emprego ideal”: salário fixo, crachá, horário pra bater e fim de semana com respiro.
Consegui!
Durou 6 meses (Kkkk)!!
E ali eu saquei: ou eu esperava alguém me dar oportunidade… ou eu começava a criar as minhas.
Foi aí que parei de mandar currículo, e comecei a oferecer o que eu já fazia de melhor — primeiro com a música, depois com o marketing. Descobri que dava pra ajudar gente de verdade e ser pago por isso. E melhor: sem precisar fingir ser alguém que eu não era.
Em 2008 nasceu a minha "eugência", a N’Ativa Publicidade, com o objetivo de ajudar microempreendedores a venderem mais em ações de curto prazo.
Hoje, continuo nesse jogo — agora com mais estratégia, mais presença e mais verdade, transformando histórias reais em posicionamentos fodas, vendas constantes e liberdade de vida.
Portanto, seja você um profissional travado ou um empresário frustrado com o marketing robótico, sem sal e sem graça, o que eu ensino e aplico não é sobre “como vender mais” e todo aquele blá blá blá técnico que você já deve estar saturado de ver e ouvir por aí. É sobre se posicionar e lucrar com autenticidade, alma e tesão a partir do que você já é foda em fazer!
Faça, que acontece!




