A chatice de você fazer o que gosta
Quando escrevi explicando sobre o fato de eu ser a favor do trabalho infantil, tive como premissa a minha ponderação em relação ao ditado que diz que “ou é oito ou oitenta”, pois como sempre digo, é importante que você seja cético para saber ponderar a respeito de certos “conselhos” baseados na crença popular, já que muitos ditos nascem em contextos específicos e não necessariamente se aplicam a todas as situações da vida.
Pois bem, apesar de existir quem defenda que você não deva trabalhar no que gosta da mesma forma que exista quem diga que você deva gostar do que faz, penso que antes da tomada de qualquer decisão, você deva se fazer a seguinte pergunta: “como eu consigo ajudar as pessoas através desta atividade?”.
Trabalho X Lazer X Trabalho
Embora muitos associem a ideia de que trabalho é algo que tem que ser feito dentro de uma empresa, com salas, divisórias, hierarquias e que não pode ser algo ligado a prazer, saiba que sempre há de existir pessoas que ganham dinheiro trabalhando naquilo que para você é apenas lazer e o ramo do entretenimento é um dos exemplos. O que talvez você não saiba é que por trás da pessoa que desenvolve aquela atividade que você vê como “prazerosa” e “divertida” pode haver também um profissional frustrado e estressado, pois é quase certo que ele domina tanto aquilo que faz, que tal atividade já é executada de forma mecânica e robótica. Já não há mais emoção em se fazer o que se faz, o brilho nos olhos estão apagados e quando entra em campo, esse profissional joga apenas para cumprir tabela. Espero que eu esteja errado.
Mimimi
Sei que existem pessoas que trabalham por obrigação, da mesma forma que conheço quem adore o que faz (ou pelo menos parece). O problema disso é que, iludida com a ideia da “estabilidade”, essa pessoa cai no comodismo e não se permite fazer nada além daquilo que já sabe. Não estuda mais, não se aprimora mais, não inova mais, não acrescenta nada, não tira nada, não substitui nada, não combina nada e nem aprende nada novo. Resultado: estagnou-se, paralisou-se e estabilizou-se (do jeito que sempre quis)! Mas eis que ela não se atenta para um detalhe importante: nem todas as coisas não giram em torno dela. Resultado: se ela for uma empresa, é quase certo que suas portas se fechem; se for uma pessoa, é quase certo que em pouco tempo ela passe a ser do tipo saudosista e/ou reclamona, pois “no tempo dela” as coisas eram “diferentes” e as gerações atuais só vieram para destruir o que era “bom” e blábláblá. Ah: é nessa hora que eu digo que você pode prever o seu destino sem precisar pagar uma vidente para isso!
Reveillon
O ano novo marca o início de uma nova oportunidade para muitos começarem algo diferente e nos primeiros dias o sentimento dominante é o da empolgação, da mesma forma quando se consegue um novo emprego, um novo cliente e até mesmo um novo relacionamento. O desafio, no entanto, é fazer com que tal conquista não caia na rotina e uma das formas que temos de fazer isso é admitindo que a tal “estabilidade” não existe (leia o artigo “a instabilidade da estabilidade”)!
Conclusão
Portanto, se você está aí quietinho no seu canto, 100% satisfeito com o que sabe, tenha precaução: pode ser que mais cedo ou mais tarde você se pegue odiando o que faz ou simplesmente acabe ficando para trás! Da mesma, forma, caso esteja se ocupando à toa com coisas desnecessárias, cuidado, você está ocupado! Sua felicidade não está necessariamente nas coisas que você tem ou faz, mas na empolgação que brota em você ao fazer outras pessoas mais felizes ou, pelo menos, menos tristes. A felicidade está em ser capaz de aprender, de contribuir, de evoluir e de se superar… não de ficar preso, mas de poder se mexer, andar e até mesmo voar.
Quer estabilidade? Fique como uma planta e sofra as consequências!
O que o Moisés tem a dizer sobre o meu trabalho:






Eu sou Rafael Freire, manauara, publicitário, cantor, multi-instrumentista e especialista em vendas online. Mas, antes disso tudo eu fui mais um cara acreditando que o auge da vida era ter uma carteira de trabalho assinada. Como todo bom cidadão doutrinado pelo sistema educacional, sonhei com o “emprego ideal”: salário fixo, crachá, horário pra bater e fim de semana com respiro.
Consegui!
Durou 6 meses (Kkkk)!!
E ali eu saquei: ou eu esperava alguém me dar oportunidade… ou eu começava a criar as minhas.
Foi aí que parei de mandar currículo, e comecei a oferecer o que eu já fazia de melhor — primeiro com a música, depois com o marketing. Descobri que dava pra ajudar gente de verdade e ser pago por isso. E melhor: sem precisar fingir ser alguém que eu não era.
Em 2008 nasceu a minha "eugência", a N’Ativa Publicidade, com o objetivo de ajudar microempreendedores a venderem mais em ações de curto prazo.
Hoje, continuo nesse jogo — agora com mais estratégia, mais presença e mais verdade, transformando histórias reais em posicionamentos fodas, vendas constantes e liberdade de vida.
Portanto, seja você um profissional travado ou um empresário frustrado com o marketing robótico, sem sal e sem graça, o que eu ensino e aplico não é sobre “como vender mais” e todo aquele blá blá blá técnico que você já deve estar saturado de ver e ouvir por aí. É sobre se posicionar e lucrar com autenticidade, alma e tesão a partir do que você já é foda em fazer!
Faça, que acontece!




