Rafael Freire Voz x Violão

Cachê ou Couvert – Oportunidade ou Ameaça?

Cachê ou Couvert – Oportunidade ou Ameaça?

Sabe a famosa “faca de dois legumes”? Pois é, eis aqui duas palavras que resumem bem isso no contexto dos artistas e eu, como músico que sou, acredito que tenho propriedade para falar delas que, se de um lado representam um fantasma que tira o sono de muitos, representa uma ótima oportunidade para outros.

Direto ao assunto – Couvert

up-autoridade-offline-bCouvert artístico (ou simplesmente couvert) é o valor que é acrescentado aos serviços de bares, restaurantes ou empresas similares que incluem, como serviço extra, a apresentação de um artista (shows, performances, música ao vivo, etc.). É ele que representa o pagamento daquela pessoa que está ali para proporcionar a você uma experiência através da arte e vai fazê-lo esquecer (nem que seja por alguns momentos) de seus problemas através de experiências sensoriais ligadas ao som, à visão, ao olfato, ao paladar e, dependendo do caso, até mesmo ao tato. Quanto mais pessoas pagam o couvert, mais o artista é recompensado no final da sua apresentação e quanto menos pessoas o fazem, menos dinheiro ele. Aqui a renda é variável e o artista fica alheio à quantidade de pessoas que estarão prestigiando (ou não) o seu trabalho.

Direto ao assunto – Cachê

É o valor pago ao artista e embora tenha muito a ver com o item anterior, ele não é apenas fruto da quantidade de pessoas que pagaram ao dono do estabelecimento. Ele muitas vezes é um valor estipulado pelo artista antes da sua apresentação e, independente de o público presente “fazer a vaquinha” para pagar ou não, o acordo é previamente acertado com o contratante que deverá honrar o pagamento. Alguns artistas trabalham com 100% do valor adiantado e outros com 50% no acordo e 50% no final da sua apresentação. Tem também quem faça o trabalho para receber imediatamente após a sua performance, enquanto existem outros que trabalham para receber somente após um prazo (essa última situação é mais comum quando se presta serviço para certas empresas e/ou entidades públicas).

Clique aqui para ler “Barato – o preço de quem paga e de quem recebe”

E o que é melhor, cachê ou couvert?

divulgacao-mkt-na-internetDepende. Se você pretende atuar em bares e restaurantes, não vai ser difícil o dono propor a opção 1, pois é mais confortável ele lhe repassar apenas o que você conseguiu atrair de público, principalmente se ele for do tipo que alega que está começando e ele mesmo não tem muita segurança a respeito do potencial que a empresa dele tem de atrair clientes (e isso eu já falei no artigo “Me ajuda que eu te ajudo – o bordão mais odiado dos artistas”). Por outro lado, se a casa for bem movimentada, é mais vantajoso para o empresário lhe pagar um cachê, pois ele sabe que as chances de lucrar através do seu trabalho são bem maiores, uma vez que o potencial do negócio dele não está necessariamente no artista, mas na quantidade de produtos e serviços agregados que ele, como empresa, pode oferecer para o público presente.

Clique aqui e confira 3 dicas para evitar maus pagadores!

Conclusão

up-dna-bTudo varia muito com a sua percepção (e eu falo mais sobre isso no programa DNA Criativo –clique aqui para saber mais), pois nem sempre a oportunidade está apenas em ganhar dinheiro, mas principalmente de fazer parcerias, prova social para o seu portifólio, etc. No entanto, um conselho que dou é: evite colocar os seus ovos em uma cesta só, pois conforme eu já falei na publicação 5 áreas lucrativas para quem trabalha com criatividade, o seu trabalho não deve ser focado apenas em bares e/ou restaurantes, uma vez que existem inúmeras formas de você se rentabilizar com a sua arte (clique aqui e confira Marketing para artistas – 6 itens obrigatórios que fazem toda a diferença). O que você precisa fazer diariamente é sempre trabalhar a sua autoconfiança para poder fazer valer o seu trabalho (clique aqui e confira algumas dicas para isso), abrir a mente e claro: arregaçar as mangas para fazer acontecer!

Faça, que acontece!

O que o André tem a dizer sobre o meu trabalho:


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  • Michel Reis

    Muito bom o texto!

    • Beleza, meu querido! Vamo que vamo!
      Faça, que acontece!

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